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BAUHAUS Crackle (Beggars Banquet/Roadrunner) Por Abonico R. Smith Quinze das dezesseis faixas estão nas duas coletâneas clássicas da banda, aqueles discos com as capas iguais em positivo e negativo. Portanto, este Crackle só interessa mesmo a quem pegou gosto tardio pelo Bauhaus, possivelmente motivado pelo recente comeback de Peter Murphy (vocais), Daniel Ash (guitarra/vocais), David J (baixo) e Kevin Haskins (bateria). O repertório dá uma boa geral no quarteto que precisou apenas de quatro anos (de 79 a 83) para ensinar ao mundo que um roqueiro poderia ser feliz ao eriçar os cabelos, borrar a cara de maquiagem, vestir preto dos pés à cabeça e externar em versos e melodia todas as lamúrias interiores. Tem muitas faixas recheadas de tonalidades soturnas, guitarras cortantes e aquele grave, inconfundível e arrepiante timbre vocal de Murphy. Para variar, os maiores destaques são mesmo os três maiores hits do Bauhaus. "Bela Lugosi's Dead" saúda o velho ator de filmes de terror com quase dez minutos de um ritual percussivo e de alto teor climático. "She's In Parties" recria tardiamente o glam seventie de David Bowie e Marc Bolan. E a interpretação insana de Murphy acaba transformando "Ziggy Stardust", cover do próprio Bowie, em um grande conto de terror. .Os textos só poderão ser
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